Segunda-feira, Maio 19, 2008

EMEM

Para ser mais claro, MEME é igual a um EMEM ao contrário. Ou um EMEM ao inverso. Nada mais que isso.

Mas como raios isso será posto em prática? Simples. Farei o EMEM, não convidarei ninguém e CITAREI quem me linkou.

Daí entra outra pergunta: mas como essa citação se a pessoa citada nem fez o EMEM pra ti? É exatamente esse o mindfuck. Confusão mental garantizada.

Conseqüências disso? Começo com o EMEM, cito quem hipoteticamente me indicou, este faz o EMEM e cita alguém que hipoteticamente quem o indicou e por aí vai.

Desse modo, não deixa de ser um mecanismo Dawkiniano, somente que desta vez funcionando de modo inversa.

Premissas definitivas ->

Segunda. Eu tenho certeza de que isso não vai pra frente, até porque causaria uma grande confusão para uma grande normalidade. Se por acaso der certo (o que eu duvido!!!!! [5 exclamações]) e se por acaso esse mecanismo ememético atingir 115 (23X5) participantes, farei 115 horas anuais de ..... [5 pontos] durante 5 anos.

Terceira. Publicarei em algum lugar os detalhes do EMEM em breve.


Grande abraço.

Domingo, Maio 18, 2008

Oficina [Rpsuhnhcfm] de Malabares


acho dificil de se entender o sentido prático desse tipo de oficina, a não ser que já se tenha tido alguma vivência relacionada a tal.

conforme vierem os resultados, tentarei esclarecer onde quero chegar.
algo como... hm... sei lá, conforme vieram os resultados.

o importante é que estou satisfeito.
por mais que nem metade de tudo que faço de certo, tenho cada vez mais controle sobre minhas atitudes¹, tenho meus pensamentos cada vez mais claros e debativeis, e etc.
tambem, tenho usado muito menos drogas², me sinto bem por isso. posso ver tudo que toco, ouço, gosto, desgosto com olhos bem mais abertos.
e nao só observo ou penso de forma mais satisfatoria, mas faço. como estou fazendo este post ou como tenho construido a Oficina ou como tenho me relacionado melhor com as pessoas e talvez com todas as coisas em geral.

e, bem,

assim me faço satisfeito.

assim do jeito que vivo, nao do jeito que estou. pois assim é o pendulo que oscila entre a dor e o tédio, ou não.

¹... cada vez mais conciencia dos meus atos, e do que os influencia.

² por exemplo, parei a muuito tempo com as drogas pesadas, como a televisão, vide game, orkut e essas coisas ai.

heh, é, eu tembem reduzi mesmo o ritmo com os psicotropicos e entorpecentes.

arrroooooto!

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Discordianismo por Rev. Ibrahim Cesar

Representante moderno de Carneades, o discordianismo é uma religião baseada no caos fundada no ano de 1958. Qualquer afirmação sobre o discordianismo, nunca sobrevive a um exame mais minucioso. Isso por que, divergir sobre o que são e o que fazem, é lei entre os que se declaram praticantes do mesmo. Primeiro, porque para alguns o discordianismo é apenas uma sátira, uma piada disfarçada de religião. Para outros, na verdade é uma religião disfarçada de piada.

Criação

Os criadores do discordianismo foram Gregory Hill, também conhecido como Malaclypse ( autor do principal livro, o Principia Discordia) e Kerry Wendell Thornley, ou Omar Khayyam Ravenhurst ou ainda Ho Chi Zen.

E foi desenvolvido como um exercício de guerrilha ontológica no que eles chamavam de Operação:Mindfuck através da “versão Irmão Marx do zen”, o discordianismo.

Zen

O discordianismo embora a primeira vista não pareça, é o zen ocidental. Kerry Thornley, anos mais tarde de criar o discordianismo, sob o nome de Ho Chi Zen, lançou uma série de panfletos sobre a zenarquia.

O zen nasceu na China, como uma escola do budismo mahayana, que é notável por sua ênfase na plena aceitação do momento presente, ação espontânea, e o abandono do pensamento julgamentoso e auto consciente. O zen ainda se divide em vários ramos, sendo mais notórios dois deles: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans.

Koans são histórias, diálogos, questões, ou afirmações geralmente contendo aspectos que são inacessíveis ao pensamento racional, ainda que possam ser acessados à intuição. Um dos mais famosos e que figura no Principia Discordia é este: “Qual o som de palmas com uma mão só?”

Da mesma forma, o discordianismo faz amplo uso de histórias, diálogos, questões, afirmações, imagens e qualquer coisa que provoque a confusão, a Operação:Mindfuck. O propósito é sacudir as pessoas de suas zonas de conforto e levá-las a pensar.

Caos

Os discordianos que seguem o erisianismo, usam Éris, a deusa grega do caos e da discórdia, como divindade. A palavra caos irá aparecer muitas vezes no material discordiano. Sobre tal é digno de nota, que para um discordiano, caos não é antônimo de ordem. Para eles, o caos é a natureza da realidade. O antônimo de ordem é a desordem. Eles apenas querem conscientizar a sociedade moderna que busca a ordem em tudo, de que vivemos em um Universo caótico e que não existe essa coisa que chamamos “verdade”. Como escreveu Robert Anton Wilson, também conhecido como Dr. Mordecai Malignatius no meio discordiano:

"A iluminação discordiana é alcançada quando você se conscientiza de que, apesar de a deusa Éris e de a lei dos cinco não serem literalmente verdadeiras, nada é literalmente verdadeiro. Dos cem milhões de sinais zunindo, recebidos a cada minuto, o cérebro humano ignora a maioria, e organiza o resto em conformidade com qualquer sistema de crença estabelecido nele. Podemos selecionar sinais ordeiros e legais e dizer que tudo é projetado por uma inteligência cósmica, como no tomismo, ou selecionar sinais caóticos e afirmar que Deus é uma Mulher Louca, como no discordianismo. O cérebro ajustará os sinais recebidos aos dois sistemas de crença… ou a uma dúzia de outros."


Brasil

Não é certo quando o discordianismo chegou ao Brasil. Mas foi graças à sua presença na internet que ele conseguiu continuar existindo em nossas terras. Nos últimos anos, com o avanço de algumas descobertas em psicologia e física se aproximando dos ideais pregados pelo discordianismo e o aumento de sua presença na internet, ocorreu um aumento no número de seguidores. Seja ele uma piada disfarçada de religião ou uma religião disfarçada de piada, parece que o discordianismo veio para ficar.

Referências:
MAL-2. Principia Discordia. Tradução brasileira: Ibrahim Cesar, 2005
WILSON, Robert Anton. A Nova Inquisição. Madras, 2004
WILSON, Robert Anton. O Gatilho Cósmico. Madras, 2004
WILSON, Robert Anton. The Illuminatus! Trilogy. Dell Publishing, 1984
ALHAZRED, Abdul. Necronomicon. Tradução para o latim: Olaus Wormius, 1228

fonte: 1001 Gatos de Schrödinger

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Projeto Peixe Grande



Em meio a uma era obscura, obnubilam-se consciências, o mar de trovões invisíveis amaldiçoa as cabeças pensantes tornadas cadáveres insipientes: zumbis agonizantes, terra de gente grande!

Pequenos arados tricksters brincam em meio a novidades bricoladas: colas, sapatos e meias rasgadas. Divulguemos, sem mais demoras, o archote peixífero: PROJETO PEIXE GRANDE.

Depois de fracassos musicais como o peixe morto, é a vez de um peixe que supere esse estado de coisas. O Projeto Peixe Grande (PPG) pretende, no dia 08/08/08, uma codificação massiva: Transmutar blogs, páginas, muros em PEIXES GRAÚDOS. Nossos espectadores-artistas perguntarão, em solene tom: “Mas como seria isso possível?”.

A resposta em acordo dissonante rasga o véu: Nesse exato dia coloquem, sem delongas, fotos de peixes GRANDES em vossos blogs, provando, dessa forma, que vos próprios são PEIXES GRANDES... E não apenas queridos companheiros! O peixe tem sido durante séculos o símbolo de Cristo, ou seja, DE DEUS TORNADO HOMEM...

Já é hora, contudo, DE TOMARMOS ESSE POSTO! Com GASOLINA E ALCOOL tomemos esse pilar, chamemos a responsabilidade de ser um DEUS, ou um deus ex machina, para nós mesmos!

PROJETO PEIXE GRANDE! Porque não pensamos pequeno!

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Manifesto Nonadista

ou
O Grande Manifesto Que Fala Sobre Nada, Ou Quase Isso.


por Reverendo Beraldo


Só o nonada nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Humoristicamente.

NONADA. O fim de toda a Filosofia. Fim do Pensamento: a bomba atômica explodindo na mente humana e fazendo escorrer miolos liquefeitos pelo nariz.

Conexões junguianas pós-apocalípticas de humor negro: sincronicidade. Nonada. Fatigamo-nos de tanta hipocrisia filosófica: admitam, há coisas além de vós.
Ora, não sentem e esperem por respostas! Corram atrás delas, mas não achem que elas virão. Pois elas virão, mas virão nonada.

Certa vez disseram ser contra todos os importadores de consciência enlatada. Somos contra os importadores, os exportadores, os usuários. E somos importadores, usuários, exportadores da nossa.

Contra a intelligentsia. Os velhacos acadêmicos pseudo-intelectuais leitores de parnasianos em banheiras ricamente trabalhadas – comunistas, anarco-capitalistas, capitalistas: o ismo final é o nonadismo.

Estamos aqui pelo fim da história conhecida: pelo começo da Era Discordiana, pela Iluminação Nonadista. E a iluminação advém do Venerar do Ser, do Ser Feliz em Meio da Bosta. A Bosta está Feita, só nos resta rir e arrumar, ao esperar pela Chuva Divina de Nova Versalhes.

Não apelamos - o nonada impõe. Querem determinismo? Eis que ele surge – só lhes resta determinar suas conseqüências.